Avós ajudando nos cuidados com o bebê e alcançando a harmonia!

Avós ajudando nos cuidados com o bebê e alcançando a harmonia!

Hoje quero falar de algo bem importante: avós que ajudam nos cuidados com o bebê!

Para quem é mãe de primeira viagem conviver com os palpites dos avós nem sempre é fácil. Imagina então quando eles participam mais ativamente dos cuidados com o bebê, muitas vezes se sentem na liberdade em interferir em assuntos bem delicados!

Mas agora vamos ao post, primeiro quero escrever o que vivi e tenho vivido…

Quando o Otávio nasceu voltei a trabalhar quando tinha 3 meses, primeiro comecei com uma, depois duas e até chegar a três tardes. Antes do meu retorno, conversei com a minha mãe e combinamos tudo direitinho, que ele ficaria na casa dela (ela tem uma funcionária, bem confiável, que iria ajudar nos cuidados). Achei inviável levá-lo para a escola tão novinho e eu não tinha alguém de confiança para deixá-lo na minha casa.

Até começar a deixar ele com a minha mãe, nós duas não tínhamos tido atritos quanto a forma de eu cuidar do Otávio, mas foi só começar a deixar ele na casa dela que as divergências iniciaram.

Foram todas leves, como a insistência em dar açúcar para o Otávio, achar que ele precisava comer muito, colocar roupa demais e mais algumas questões; confesso que apesar delas serem leves foram cansativas. Sempre tentava dar explicações baseadas no que pesquisava, mas não adiantava muito, a cultura popular prevalecia mais do que a minha decisão de mãe.

O Otávio ficou de agosto até dezembro na casa da minha mãe e a partir de janeiro achei melhor levá-lo para a escolinha.

Além dos nossos conflitos de opiniões, também tinha um certo medo do meu filho ficar super protegido e mimado.

Então ele foi para a escola! Se adaptou super rápido e tudo corria tranquilo, até ficar doente várias vezes seguidas e ter o diagnóstico de asma.

Conversando com a pediatra e o pneumologista eles falaram que a escolinha (no momento) seria o lugar menos recomendado para ele ficar, lá a chances dele ter mais crises asmáticas eram bem maiores e se tivesse outra opção de onde deixá-lo seria melhor.

A esta altura a minha prioridade era a saúde do meu filho. Falei novamente com a minha mãe sobre a situação e ela prontamente se dispôs a ficar novamente com o Otávio (agora seriam quatro tardes).

Nesta segunda vez tudo foi mais tranquilo! Acredito que minha posição de mãe já estava firmada (não precisava mais provar aos outros que era uma boa mãe) e minha mãe respeita mais as minhas decisões. Além de tudo, fiquei mais tolerante e flexível, embora tenha algumas coisas que ainda não concorde.

Penso sempre o seguinte: minha mãe não tem a “obrigação” de cuidar do meu filho, faz isso por amor a mim e a ele. Então cabe a mim tratá-la com muito carinho e paciência!

Confesso que sem ela seria tudo mais difícil e complicado, prefiro mil vezes ficar com as nossas divergências de opiniões!

Par descontrair: abaixo seguem algumas mudanças nos cuidados com os bebês que é importante passar para os avós! 

Com base neste assunto a terapeuta familiar Isabela Leal dá algumas dicas para termos uma convivência com harmonia!

Ter um filho definitivamente é algo incrível para a maioria das pessoas. Mas apesar de maravilhosa, muitas vezes esta experiência assusta (principalmente os pais de primeira viagem). Ao sair do hospital e chegar em casa, é que nos damos conta de que teremos bastante a aprender e que a ajuda de familiares experientes será muito bem-vinda!

Porém, alguns problemas relacionados à presença dos avós na criação dos netos podem surgir, dentre eles: os avós assumirem o lugar dos pais, palpites inconvenientes sobre a maneira de educar dos pais, perda de privacidade e de autonomia destes pais, os avós servindo como uma “babysitter”, dentre outros.

Para evitar que estes problemas surjam, aí vão algumas dicas:

  • Faça combinados de convivência com os avós;
  • Deixe claro (com calma, assertividade e educação) que a mãe e o pai são vocês, logo, as decisões finais serão suas;
  • Tenha bom senso! Poder contar com a ajuda dos seus pais é algo ótimo, mas não abuse: o filho é seu!
  • Diga que sugestões construtivas serão ouvidas e consideradas com muito carinho e atenção, mas que palpites inconvenientes não são bem-vindos;
  • Reconheça que é ótimo ter apoio permanente e poder contar com a experiência dos avós. Agradeça! Mas deixe claro que isso não lhes dá o direito de desrespeitar as decisões e as regras dos pais da criança. 

Espero que gostaram da minha experiência e das dicas da Isabela!

Beijos e um ótimo dia!

COLABORAÇÃO: Isabela Leal- Terapeuta de Família l Instagram: Conexão Pais e Filhos

IMAGENS: reprodução

2 Comentários

  1. Muuuuito bom você abordar esse assunto. Que tal escrever sobre como conversar esses assuntos com a sogra? Acho bem mais complicado ter que explicar as regras aqui de casa pra sogra do que para minha mãe.

    • Daniela Rosa

      Carol, kkkk, sim é bem mais complicado! Vou pensar a respeito disso, como poderia abordar estas questões! Mas te adianto que o principal e ter muita paciência! Bjos

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