Minha experiência com a troca de pediatra!

Minha experiência com a troca de pediatra!

Estou sumida por aqui!

O Otávio esteve uma semana inteiria doente e para completar fiquei também! Diante disso, tive que deixar tudo de lado e me dedicar a cuidar dele, ainda bem que já está bem melhor. Ele teve uma gastroenterite, perdeu bastante peso, agora temos que focar em recuperar esse peso perdido.

Quero aproveitar esse episódio e falar sobre um assunto em que muitas mamães e papais acabam lidando: a troca de pediatra. O Otávio está na quarta pediatra, muitos de vocês irão me achar muito chata ou exagerada, mas antes que me “julguem” vou contar os motivos que me levaram a fazer essas trocas.

O Otávio nasceu de 36 semanas e a pediatra que estava programada para acompanhar o nascimento dele estava de férias quando ele nasceu, assim tive que escolher outra. A princípio gostei muito da médica que acompanhou o parto e depois atendeu ele na primeira consulta, em função disso resolvi ficar com ela. Tudo corria bem até o meu filho apresentar os primeiros sintomas de refluxo (com 2 meses e meio), assim liguei para a médica e pedi ajuda. Por telefone mesmo ela pediu que relatasse os sintomas e com base neles medicou o Otávio, mesmo assim insisti que marcasse uma consulta para poder vê-lo melhor e a secretária me passou  que ela estava com a agenda lotada e somente em casos de muita urgência estava agendando novos horários. Me senti muito mal com essa situação e resolvi ir em outra pediatra, a princípio seria só para ver sobre a questão do refluxo.

Com essa segunda pediatra me senti mais segura, inclusive ela me chamou atenção para coisas como o torcicolo que o Otávio estava apresentando e que a outra médica nenhuma vez tinha observado, por conta disso resolvi ficar com ela (já falei dessa primeira troca aqui no blog).

Tudo corria bem até ele chegar o período entre os 9  e 12 meses, quando começaram a aparecer os primeiros sintomas da asma. Teve um dia que ele estava muito mal, com muita secreção e respirando com dificuldade, liguei e pedi para consultar. A secretária me passou o que deveria fazer em casa mesmo e se caso não resolvesse era para dali 2 dias marcar a consulta. Como conheço bem o meu filho sabia que não estava nada bem, resolvi procurar um pediatra que pudesse vê-lo.

Assim uma nova médica (a terceira) atendeu ele e me falou o seguinte: que se esperasse os 2 dias ele iria parar no hospital diante do quadro respiratório dele. Fiquei muito triste com isso e até me senti culpada com essa situação.

Novamente decidi trocar de pediatra! Sempre antes de fazer as trocas conversava com o meu esposo e minha mãe, para ver o que achavam e em todas as situações eles pensavam da mesma forma do que eu. 

Fiquei com essa terceira médica! Corria tudo bem, mas com um pequeno “problema”, o Otávio não gostou dela. Quando via ela quase morria chorando, ao entrar no elevador do prédio que ficava o consultório já começava. Resolvi insistir algumas vezes, achando que era manha, mas cada vez estava ficando pior.

Analisei a situação e me dei conta que nem todo mundo “simpatiza” com todos, somos assim! Talvez ele não gostou da médica ou se sentiu mal com ela, crianças tem uma sensibilidade muito grande. Em função disso resolvi respeitar e não ir mais nessa pediatra (a terceira), foi uma pena, pois gostava dela como médica.

Com isso ele já estava com 1 ano e 4 meses e o que fazer agora? Resolvi então dar uma “nova chance” para a segunda pediatra. Pensei e considerei que todo mundo pode ter dias ruins e pode ser que nesse que atendeu o Otávio estava em um. Resolvi novamente tentar com ela, marquei uma nova consulta e contei tudo o que aconteceu. Nesse dia me deu até uma “lição de moral’, falando que meu filho não estava bem desenvolvido para a idade e mais um monte de coisas, deixei por isso mesmo. Passaram alguns dias e ele começou com um quadro de conjuntivite, liguei e pedi para marcar um novo horário (pensei que contaria como uma revisão como fazia poucos dias que tinha consultado), para a minha surpresa ela falou que não poderia atender ele, somente se fosse particular. Fiquei chocada com isso e de uma vez por todas resolvi não ir mais lá.

Assim procurei uma quarta pediatra (ela foi indicação de uma conhecida minha que é super cuidadosa com os filhos), o Otávio foi a primeira vez nela em janeiro desse ano. Desde então levei ele lá mensalmente, para ela poder acompanhá-lo melhor até conhecê-lo bem. Gostei muito dessa pediatra, achei super atenciosa e bem competente, me passou coisas que as outras médicas nunca tinham falado. 

Se uma mãe me perguntar sobre a troca de pediatra daria o conselho de não trocar, somente em situações graves em que a saúde da criança esteja riso. A cada troca o médico novo sempre perde um pouco do historico da criança, não tem o acompanhamento como um todo.

No caso do Otávio, hoje não me arrependo de ter tomado essas decisões e tudo o que fiz foi pensando no bem dele. Confesso que foram uma das decisões mais difíceis que precisar tomar como mãe.

Espero que a história do Otávio com as pediatras ajude vocês, abaixo separei algumas dicas sobre esse assunto.

 

Claro, nem todo pediatra vai servir para todo paciente. Há pessoas que gostam que o médico explique em detalhes o que está ocorrendo, outras preferem repostas mais práticas e diretas. Algumas consultam o pediatra logo nos primeiros sintomas, outras têm um perfil de aguardar mais para ver como a criança evolui. O importante é que o seu jeito de ser e pensar encontre par no do pediatra. Se você também está passando por uma situação parecida, confira as dicas que encontrei no site da revista CRESCER (foram preparadas com o auxílio de profissionais e pais) para que essa mudança seja feita da maneira mais tranquila possível:

  • Está em dúvida sobre o que fazer? Antes de trocar de vez, avaliar uma segunda opinião pode ser suficiente para definir se o seu filho deve continuar sendo atendido pelo médico atual ou não.
  • O prontuário médico é de propriedade do paciente. Por isso, não hesite em pedir o histórico de seu filho para o pediatra anterior.
  • Se a troca for tranquila e sem atritos, como nos casos de mudanças no convênio, ou quando você ou o médico precisam mudar de endereço, não há mal nenhum em passar o telefone do antigo pediatra ao novo. A troca de informações é comum entre os profissionais e pode ser útil para sua família e para seu novo médico.
  • “Eu gosto dele, meu filho não.” Essa situação é rara, dos pais estarem satisfeitos com o pediatra mas a criança não se adaptar de jeito nenhum. Nesse caso, a decisão é sua de definir se a antipatia do seu filho é motivo suficiente para a troca.
  • Se for se consultar por indicação de alguém, pense se essa pessoa tem um perfil parecido com o seu.
  • Veja qual é a linha que o profissional segue, se é alopata, se é homeopata, se mescla as duas linhas, e veja se isso está de acordo com o que você busca.
  • Pergunte sobre a postura dele no uso de antibióticos, por exemplo, ou na indicação de aplicações de vacinas.
  • Busque um consultório de fácil acesso para você, para que os deslocamentos, principalmente nas grandes cidades, não se tornem um motivo extra para mais estresse.
  • Na primeira consulta, observe o que ocorre na sala de espera, se há sempre muita gente aguardando, se há pontualidade no atendimento, se os atrasos são maiores do que os que você pode tolerar.
  • Pergunte e conheça a rotina do médico: que dias e horários ele atende em consultório, se é neonatologista e dá plantão em hospitais, se é professor e dá aulas em que horários e dias. Assim fica mais fácil saber quando você pode contar com ele.
  • Pergunte quais convênios ele atende, se há dias em que só atende consultas particulares.
  • Saiba quanto tempo ele reserva para cada consulta e se ele separa algum horário do dia para atender encaixes de urgência.
  • O profissional deve passar um meio de contato além do consultório, que pode ser celular, telefone de casa ou outro fixo. Peça as maneiras de encontrá-lo e avalie se elas são suficientes para você. Vale lembrar que o celular não substitui a consulta pessoal. Os médicos não podem, nem devem, diagnosticar ou receitar medicamentos por telefone antes de uma avaliação clínica.

Beijos e uma ótima semana.

IMAGEM: reprodução

1 Comentário

  1. Andreia Galde Sergio Marques

    Gostei muito deste relato é parecido com o que estou passando.
    Agradeço por compartilhar me sinto mais confortável vê que outras mães também passam por isso, é superam.

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